Eu gosto muito daquele ditado que diz que a vida começa aos quarenta. Sendo assim, ainda vão alguns anos para eu chegar aos meus quatro ponto zero de motor. Até lá quero percorrer por muitos caminhos. Quero meus livros publicar. Muitas garrafas pintar. Escrever desenfreadamente o que me der na telha.
Fico só imaginando como pude perder a volta de uma das maiores bandas de música do mundo, o Faith No More que desde o começo de novembro está em terras brasileiras. Mas já foi e já perdi. Deve ser o show do ano. Aposto. Seria uma ótima forma de comemoração em meu aniversário. Ponto final e vire a página.
“Nave terra cheia de natureza o sol é convosco bendito sois vós entre os planetas, bendito é o fruto de vossa semente vida, vida, vida, santa terra mãe dos humanos providenciai por nós mortais agora e na hora de nossa sorte...”, sábias palavras da vovó do rock Rita Lee.
Já perceberam que falar de novembro é algo bem especial pra mim. Sinto as diferenças no ar. Coisas de escorpião. Aliás, animal interessante. Apesar das críticas destrutivas em relação ao animal. “Se deus quiser um dia eu quero ser índio viver pelado pintado de verde num eterno domingo, ser um bicho, espantar turista e tomar banho de sol, banho de sol...”, olha aí a Rita de novo.
Creio que cada ano que se passa aprendo mais, evoluo mais e sigo meu caminho conquistando o que me interessa. A cada momento meu conhecimento adquirido aumenta. Eu choro de rir daquelas pessoas que sempre querem por você e acham que sabem o que você quer. Mas hoje é dia de renascer, trocar a carapaça, ativar a cabeça, ser feliz.
A Rita Lee vem abrilhantando esse texto com alguns trechos de seus clássicos. “Mas sigo o meu destino num yellow submarino acendo a luz que me conduz e os deuses me convidam para dançar no meio fio entre o que tenho e o que tenho que perder, pois se estou só eu só flutuando no vazio vou dando voz ao ar que receber...”.
Se eu fosse citar todos os clássicos da vovó do rock o espaço ia ficar pequeno para tamanha obra então quer saber de uma coisa: “Esse tal de roque enrow...”. Que todas as manhãs e tardes e noites sejam eternamente inesquecíveis para todos nós. Que venham muitos novembros pela frente.

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